30 de dez. de 2014

o imperfeito espera o perfeito.



Vivemos na expectativa de encontrarmos uma pessoa perfeita, aquela que possui todas as qualidades que queremos em alguém. No entanto, a vida vai passando e vamos nos contentando com menos da metade do nosso role model. Aliás, desistimos da ideia de perfeição e nos conformamos com a imperfeição. Afinal, ninguém é perfeito! E até a imperfeição pode ter beleza.

Às vezes nos deparamos com pessoas interessantes, daquelas que não se importam com nosso status social e nem com quantas pessoas já passaram em nossas vidas, mas sim com a cultura, sonhos, ideais e princípios que nos envolve. Contudo, muitas vezes não sabemos valorizar virtudes simplórias, sempre esperamos mais. 

Engraçado, o ser humano é complicado. Quer sempre o que é perfeito, mas às vezes não sabe discernir qual tipo de perfeição espera: “ah, ele era muito perfeitinho”. O que verdadeiramente esperamos de um relacionamento? De um amor verdadeiro e "perfeito"? Na maioria das vezes, quer-se um pacote completo. Alguém com uma beleza exuberante, feliz, com família perfeita, sem problemas, bem-sucedido e bem dotado.

O amor correspondido deve ir muito além das nossas exigências sociais. Ama-se pelo frio na barriga que o outro causa, pelo sorriso de canto de boca, ama-se pelo olhar desconfiado, ama-se pelo som da voz, pelo carinho ao segurar as mãos, ama-se pelo jeito desajeitado, ama-se pelos sonhos compartilhados, pela risada engraçada, pelo espírito aventureiro, ama-se, e ama-se pelas imperfeições.

A verdade é... Não há amor que seja verdadeiro e perfeito ao mesmo tempo. Somos humanos, somos errantes. A perfeição é subjetiva para quem ama. Mas, uma coisa é certa, quem ama de verdade, ainda que não seja perfeito, se preocupa em não nos fazer sofrer; valoriza nossas qualidades acima de bens materiais e qualquer superficialidade. Portanto, preocupa-se com o que é verdadeiro e trabalhem juntos na imperfeição :)

29 de dez. de 2014

O que se deixa...






No fim, nada se leva, nada se tem. Na verdade, a gente só deixa. E o que se deixa... Não, não é aquela bela casa que você comprou no melhor bairro da cidade. Nem mesmo aquele carro importado estacionado na garagem. 

No fim, o que verdadeiramente se deixa, não são as coisas que “adquirimos” em vida. Bem materiais são efêmeros para a memória daqueles que ficam. Ninguém quer guardar sua existência pelo real ou falso status que você manteve perante a sociedade. Afinal, o melhor da vida não se adquire. É cativado! Doado! Amado! É vivido!

No fim, recorda-se de alguém por menos do que se imagina. Basta uma amizade verdadeira, uma gentileza diária, uma benevolência distribuída, o conhecimento compartilhado, um carinho sincero, e até aquele amor doado e não correspondido. É seu caráter! É o único bem impagável e mais valioso que existe. 

Por isso, às vezes é necessário fazer uma pausa e refletir sobre a vida. Quando foi a última vez que você se preocupou com quem realmente não se importa com seu status e sim pela pessoa que você é? Será que queremos ser mencionados diante de coisas ou lembrados por simples gestos e atitudes? Bem observou J. Donohue "vejo humanos, mas não vejo humanidade". É, ultimamente tenho pensado muito nisso.