29 de dez. de 2014

O que se deixa...






No fim, nada se leva, nada se tem. Na verdade, a gente só deixa. E o que se deixa... Não, não é aquela bela casa que você comprou no melhor bairro da cidade. Nem mesmo aquele carro importado estacionado na garagem. 

No fim, o que verdadeiramente se deixa, não são as coisas que “adquirimos” em vida. Bem materiais são efêmeros para a memória daqueles que ficam. Ninguém quer guardar sua existência pelo real ou falso status que você manteve perante a sociedade. Afinal, o melhor da vida não se adquire. É cativado! Doado! Amado! É vivido!

No fim, recorda-se de alguém por menos do que se imagina. Basta uma amizade verdadeira, uma gentileza diária, uma benevolência distribuída, o conhecimento compartilhado, um carinho sincero, e até aquele amor doado e não correspondido. É seu caráter! É o único bem impagável e mais valioso que existe. 

Por isso, às vezes é necessário fazer uma pausa e refletir sobre a vida. Quando foi a última vez que você se preocupou com quem realmente não se importa com seu status e sim pela pessoa que você é? Será que queremos ser mencionados diante de coisas ou lembrados por simples gestos e atitudes? Bem observou J. Donohue "vejo humanos, mas não vejo humanidade". É, ultimamente tenho pensado muito nisso.



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