No fim, nada se leva, nada se tem. Na verdade, a gente só
deixa. E o que se deixa... Não, não é aquela bela casa que você comprou no
melhor bairro da cidade. Nem mesmo aquele carro importado estacionado na
garagem.
No fim, o que verdadeiramente se deixa, não são as coisas que
“adquirimos” em vida. Bem materiais são efêmeros para a memória daqueles que
ficam. Ninguém quer guardar sua existência pelo real ou falso status que você
manteve perante a sociedade. Afinal, o melhor da vida não se adquire. É
cativado! Doado! Amado! É vivido!
No fim, recorda-se de alguém por menos do que
se imagina. Basta uma amizade verdadeira, uma gentileza diária, uma
benevolência distribuída, o conhecimento compartilhado, um carinho sincero, e
até aquele amor doado e não correspondido. É seu caráter! É o único bem
impagável e mais valioso que existe.
Por isso, às vezes é necessário fazer uma
pausa e refletir sobre a vida. Quando foi a última vez que você se preocupou
com quem realmente não se importa com seu status e sim pela pessoa que você é?
Será que queremos ser mencionados diante de coisas ou lembrados por simples
gestos e atitudes? Bem observou J. Donohue "vejo humanos, mas não vejo humanidade".
É, ultimamente tenho pensado muito nisso.

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