1 de mar. de 2015

a estranheza do amadurecer



O decorrer da vida é um estranho processo de amadurecimento. Ao contrário das frutas, não dependemos apenas de tempo e luz para atingir um estado maduro. Pois, ter experiência de vida, logo maturidade, vai muito além de ser “mais velho”. O amadurecimento pode demorar, mas às vezes pode vir cedo. Muito daquilo que precisamos aprender para lidar conosco e principalmente com o outro está dividido em momentos que compõem a vida; relacionamentos, escolhas, decepções, amores, desafios, perdas, sofrimentos e conquistas. Por isso, é verdade que a gente tende a ser melhor para o futuro, para aqueles que ainda virão. A experiência vai nos moldando, nos mostrando o que dá certo e o que dá errado. Obviamente, ainda que conseguimos julgar essa diferença, somos humanos e propensos a cometer novos erros durante nossa jornada. Ou seja, ser experiente também não significa ser blindado! Engraçado, quando eu cheguei nos 18, alcançando o topo da maioridade, já achava que isso era ser bastante adulta e experiente. Inocente, mal sabia o que a vida ainda me reservada.. Aliás, o que eu mesma colocaria na minha reserva da vida! No fundo, o amadurecimento é sem dúvidas enriquecido de conhecimentos, mas daqueles que não precisam de idade específica e nem título acadêmico para  se tornar "Ph.D." em determinado assunto. Cada escolha uma consequência. Mas não é apenas a escolha que te faz amadurecer, sobretudo as consequências que advém dessas escolhas.


Um comentário:

  1. Te reconheço.
    Há alguns meses atrás entrei em uma loja, ao pedir uma informação girei o meu pescoço para o lado direito, os meus olhos inclinaram-se para baixo, e o meu respirar se transformou.
    Buscando o ar para não desabar, em um instante gravei o todo possível para te guardar; algo de fora para dentro e agora de dentro para fora, era só olhar e perceber.
    A barriga praticamente congelada, o peito apertado o pulmão puxando ar desesperado.. e então as mãos se inquietam, tremem, suam, gelam.
    Todo o meu corpo exalando você.
    Poucos segundos, a cabeça volta, as pernas aceleram, a boca agradece a informação tentando manter a voz no tom, depressa mas brecando para não correr.
    Fujo, desapareço querendo ficar.
    Como um filme dou play na pequena lembrança, por horas e horas.
    Você, sentada, de costas para mim, os seus cabelos presos, me dando a visão da sua nuca, em sua mão direita uma caneta, a esquerda vazia, ambas abertas espalmando o papel, a forma de segurar a caneta, de mexer as mãos.
    Não escutei a tua voz, não vi o seu rosto; foram pequenos detalhes tão seus.
    Pode ser real ou apenas uma miragem.
    Só vim aqui te escrever para dizer.. eu te reconheço.
    E ainda sinto, em todas as vezes os seus efeitos em mim.

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