29 de jan. de 2016

O outro



Quando eu discordo ou discuto com uma pessoa que partilha o mesmo círculo de amigos comigo, isto é um problema meu com outro ser humano e não de uma coletividade. Ou seja, não é necessário envenenar todo um grupo por conta do desentendimento com uma pessoa. Afinal, o mundo não gira ao meu ou seu redor. Você pode até conseguir transformar seus amigos em um arsenal bélico contra outra pessoa, mas isto não é um termômetro de amizade eterna.

Na verdade, conquistar ‘territórios’ por meio de contos  não passa de uma ilusão, passageira. A única coisa que dura para sempre é a verdade. E a verdade, pode até demorar, mas um dia ela aparece. Portanto, se você acha que é um santa/o e o outro é a encarnação do mal, isto é apenas o que você acha, não significa que todo o mundo deve ver o outro de acordo com sua percepção. No fim das contas, ninguém vive (ou deveria viver) de experiência alheia.

Faço minhas palavras as de Renée Venâncio: “Ao invés de ficar fazendo fofoca, maldizendo as pessoas por aí, ajoelhe-se e faça uma oração pedindo a Deus pra que Ele ilumine e contenha os seus maus pensamentos. Melhor uma boca calada do que palavras injustas ferindo o próximo, e espalhando a maldade que habita os nossos corações. Se você é do tipo que fala demais, regenere-se. Seja justo e dedique-se a cultuar a perfeição do silêncio”.


E que cultuemos a perfeição do silêncio. Amém!

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